Cada motor foi projetado para trabalhar com um tipo específico de óleo lubrificante. Esta informação sempre consta no manual da Motocicleta, e também consta no Manual de Serviços da mesma. E é, sem dúvida, a decisão mais segura na hora de escolher o óleo para qualquer moto.
A especificação do óleo é medida através de sua viscosidade mínima e máxima (SAE), e sua classificação de desempenho (API). Por exemplo: O óleo Mobil Super Moto possui especificação SAE 20w50 API SF. Isso significa que sua viscosidade mínima é de 20 e máxima 50, geralmente a viscosidade mínima é atingida quando o óleo está em temperatura elevada, comum ao funcionamento dos motores, e a viscosidade máxima, quando está em baixa temperatura, quando a moto está desligada e em um clima frio. Quanto menores os números, mais fino (menos viscoso) o óleo será.
Em alguns casos, o óleo mais fino pode ser desejável, como por exemplo, em motores novos, onde as folgas entre os componentes é pequena, ou em motores utilizados para fins de competição, onde o fluxo do óleo deve ser maior. Em outros casos, é preferível ter um lubrificante mais grosso (mais viscoso), como é o caso de motores que já rodaram bastante e possuem folgas maiores entre suas peças. Nestes casos, o óleo mais grosso acaba protegendo mais as partes móveis do motor, reduzindo o desgaste.
Além da viscosidade, a classificação API se refere ao desempenho do óleo, ou seja, sua capacidade de manter sua viscosidade em situações extremas de uso (altíssimas ou baixíssimas temperaturas). Esta classificação sempre se dá por duas letras. No nosso exemplo do Motul Super Moto, a API é SF, sendo S uma constante, que significa que é um óleo desenvolvido para motores a faísca (Spark), e a segunda letra se referindo a classificação de desempenho. Quanto maior a letra, melhor é o óleo.
Portanto, o Mobil Super Moto 20w50 API SF é pior do que, por exemplo, o Motul 3000 20w50 API SG (G é maior que F), que por sua vez, é pior que o Yamalube SAE 20w50 API SL ou Lubrax Essencial 20w50 API SL
Fonte: Motos Blog